De Quixadá para o Brasil

 

Quando estudava Medicina no Ceará, nasceu no Brasil um programa que me chamou à atenção. Na então cidadezinha de Quixadá (cidade onde nasceu a escritora Rachel de Queiroz), interior daquele Estado, surgiu o embrião deste que é hoje uma das mais importantes estruturas de saúde do país: a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que até há pouco era o PSF (Programa de Saúde da Família).

A proposta inicial, que perdura até hoje, é a de que os profissionais da saúde levem a medicina até a casa das pessoas. Quem chega às famílias para ver como está o cartão de vacina das crianças, para orientar sobre os programas de prevenção, enfim, que é o que leva informação e orientação é o Agente Comunitário de Saúde, conhecido como ACS ou o Agente de Combate a Endemias, chamado de ACE.

Hoje, quando vemos os profissionais das equipes de Saúde da Família fazendo movimentos e mais movimentos em favor de sua valorização profissional, penso cá, com meus botões: “bom seria se eles pudessem ser naturalmente valorizados, sem ter que se desgastar tanto por algo que lhes é de direito, ou seja, que recebam uma remuneração justa pelo fantástico trabalho que executam”.

No entanto, sei também que são grandes os desafios que esse nosso querido Brasil ainda precisa enfrentar. E quando o cobertor é curto, é preciso um esforço danado para que todo o corpo receba a proteção necessária. Mas estamos na luta e tenho certeza que vamos chegar lá. Na semana passada, por exemplo, estivemos em reunião com o ministro Alexandre Padilha da Saúde, acompanhado pelo colega Mandetta e outros deputados, cobrando uma proposta de piso salarial para a categoria.

Quando fui secretário estadual de Saúde, assinei um decreto que estabelecia a transferência ao Fundo Municipal de Saúde, o valor que na época acrescentava meio salário mínimo aos vencimentos dos Agentes. Para mim, a autoestima desses profissionais também deveria ser prioridade e, por isso, também como secretário estadual de saúde, criei a lei que estabelecia as diretrizes da profissão e instituiu, em âmbito estadual, o dia 27 de fevereiro como o ‘Dia dos Agentes Comunitários de Saúde’.

Em Brasília, já me pronunciei dezenas de vezes em favor do piso salarial dos ACS e ACE, tanto na Comissão de Seguridade Social e Família, como no Plenário da Câmara. Em 2010, presidi a Comissão Especial destinada a debater o tema, e assumo que foi um ano muito duro, de gigantesco desgaste com o Executivo em defesa desses trabalhadores.

É por acompanhar esta batalha de perto, por entender que sem os Agentes não existe Sistema Único de Saúde, é por ver aumentar as responsabilidades desses profissionais a cada programa lançado pelo Governo Federal, que eu apoio a causa e trabalho incansavelmente para que consigamos responder aos anseios desses heróis da saúde pública no País.

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