14/04/2009, às 08:58h

Geraldo quer preservação de “matinha”

O deputado federal Geraldo Resende (PMDB) está propondo à administração municipal a busca de alternativas à proposta de construção de casas em uma área conhecida como “matinha” no Jardim Novo Horizonte. Para o parlamentar, que explicitou sua proposta em telefonema nesta terça-feira (14) ao prefeito Ari Artuzi, a Prefeitura poderia atender à reivindicação dos ambientalistas e encontrar outras áreas, que estariam disponíveis a poucos metros do local onde o Executivo quer construir 147 moradias populares.

Segundo o deputado, embora a administração alegue que não irá derrubar as árvores que compõem a “matinha”, a argumentação dos ambientalistas deve ser levada em consideração. “Estudos indicam que a área serve de ‘recarga’ do lençol freático e é imprescindível para a preservação das nascentes que ali existem”, salienta o deputado.

Embora trabalhe pela liberação de recursos para a construção de moradias populares, o parlamentar considera que a questão ambiental deve ser prioridade na definição de qualquer tipo de empreendimento, seja de cunho social ou econômico.

Geraldo lembra que no ano passado, atendendo pedido das mesmas pessoas estão se manifestando sobre o assunto, determinou a revisão de um projeto de pavimentação asfáltica que resultaria na abertura de ruas na região da “matinha”. Os recursos, da ordem de R$ 2.471.100,00, viabilizados no Orçamento Geral da União/2009, foram remanejados para atender outras ruas do Jardim Novo Horizonte e trechos do Parque do Lago I, Parque do Lago II e Jardim Yvatê.

O deputado acredita que “com uma dose de boa vontade, o prefeito Ari Artuzi poderia se sentar com as pessoas que questionam a construção de casas naquela localidade. Seria um gesto de grandeza da parte dele, sendo que daí poderia sair uma alternativa, uma decisão que poderá refletir em um reconhecimento das gerações futuras”.

Segundo as informações que Geraldo Resende tem recebido de estudiosos da questão ambiental, a “matinha” e adjacências deve ser preservada, tendo em vista que a sua utilização irá diminuir ainda mais “uma já pequena área de infiltração das águas pluviais, da qual dependem as minas, brejos s e nascentes que ali existem”.

Grupo de estudos

Para Geraldo, a Prefeitura poderia inclusive formar um grupo de estudos para avaliar a questão ambiental em toda a cidade, composta por ambientalistas, representantes das universidades locais, profissionais da área como geógrafos e biólogos, vereadores e componentes da administração municipal, que avaliariam essa e outras propostas de empreendimentos, tanto imobiliários como industriais.

Segundo o deputado “isso evitaria ocupações que depois exigem intervenções caríssimas do poder público, como é o caso da Vila Cachoeirinha, das quais a sociedade se arrepende futuramente”. A formação desse grupo, salienta o deputado “possibilitaria a ocupação fundiária de Dourados de forma planejada, sem empirismos e decisões intempestivas, firmando a administração como uma gestão arrojada e preocupada com a natureza”.