Vila Olímpica Indígena pode ter gestão compartilhada

Vila Olímpica Indígena pode ter gestão compartilhada

Deputado Geraldo Resende convoca entidades para propor gestão compartilhada da Vila Olímpica Indígena

Ginásio de Esportes na Vila Olímpica Indígena. (Foto: Francisco Medeiros) Ginásio de Esportes na Vila Olímpica Indígena. (Foto: Francisco Medeiros)

O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) convocou para segunda-feira, às 8h, na Reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), reunião para discutir proposta de gestão da Vila Olímpica Indígena de Dourados, que foi inaugurada no dia 9 de maio. Diante da indefinição sobre a administração do complexo, Geraldo vai propor uma gestão compartilhada. O deputado também iniciou gestões no Ministério do Esporte para alocar recursos e assim garantir o custeio de atividades e manutenção do complexo.

Estão sendo convidados para discutir o assunto a coordenadora da Funai em Dourados, Maria Aparecida Mendes Oliveira, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, a pró-reitora de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFGD, Rita Pacheco Limbert, o diretor das Faculdades de Educação (Faed/UFGD), Reinaldo dos Santos, e a professora Ida Martins, coordenadora do curso de Educação Física da UFGD.

Segundo o deputado Geraldo Resende, autor de emendas que viabilizaram os recursos para a construção da Vila Olímpica, a primeira no Brasil, o complexo está à disposição da comunidade indígena e seu alcance social não deve ser sufocado pelo comodismo e pela incredulidade de algumas pessoas.

“A sociedade tem que ter iniciativas e uma delas é cobrar das autoridades ações que são de sua responsabilidade, como a administração de bens públicos. Se o problema é de competência institucional, a iniciativa então deve ser de buscar a solução, apontar as instâncias onde o problema precisa ser discutido e resolvido”.

Para Geraldo Resende, a Vila Olímpica Indígena é uma obra grandiosa, pode ter uma função social que serviria de espelho ao mundo todo, por isso não vê razão em se alimentar impasses sobre a administração do local. “Todos podem contribuir para que o local seja bem administrado”, diz, notando que as universidades, tanto públicas quanto privadas, podem desenvolver projetos no complexo, assim como a Funced (Fundação de Cultura de Esporte) já se dispôs a trabalhar.

Geraldo Resende lembra que os índios são alvos de uma situação complexa, por causa dos níveis de violência. Por isso, há necessidade de se buscar ações articuladas entre os governos federal, estadual e do município. “Só com vontade e conjugação de esforços vamos mudar a situação de risco em que vive a população indígena”.

“Muitos dos problemas vividos hoje nas aldeias da Reserva Indígena de Dourados têm solução. Assim como se combateu a desnutrição, que rendeu imagens só comparadas ao retrato da fome na Etiópia, a situação de violência, alcoolismo e consumo de drogas poderá ser enfrentada com atividades de lazer, esporte, cultura e convivência comunitária”.

VILA OLÍMPICA

A Vila Olímpica possui uma área de 29 mil metros quadrados. Além da quadra de esportes de estrutura metálica e vestiário com área construída de 1.116 metros quadrados, o complexo conta com campo de futebol com vestiários, de 5.400 m2; pista de atletismo (2.735 m2); quadra de vôlei de areia (336 m2); e calçamento com 3.252 metros quadrados.

Os indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó estão ansiosos em usufruir da Vila Olímpica. Entre eles os projetos que se discutem, há expectativa de promoção de competições e até a possibilidade do complexo vir a ser o palco principal dos Jogos Indígenas de Mato Grosso do Sul. São várias modalidades de jogos como arco e flecha, lança nativa, futebol, vôlei, corridas, cabo de guerra, entre outros. A Vila Olímpica possui espaços para a prática de todos esses esportes.

Por ser a única praça de esportes do gênero em todo Brasil, os indígenas acreditam que ela vai espelhar outros projetos, mas o que mais se destaca é o alcance social da obra no sentido de dar uma perspectiva de futuro melhor às comunidades indígenas. Além da possibilidade da redução dos índices de violência na reserva, em razão do consumo de álcool e outras drogas, espera-se também a redução dos índices de suicídios entre jovens, cuja causa principal é a falta de oportunidades e perspectiva de futuro.

A ideia da Vila Olímpica foi levantada ao final dos trabalhos da Comissão Externa da Câmara que investigou as causas da desnutrição de crianças nas aldeias. Em Dourados se concentra o maior contingente populacional indígena do país por município. São aproximadamente 13 mil indígenas das etnias Guarani Kaiowa, Guarani Nhadeva e Terena. Mato Grosso do Sul abriga a segunda maior população indígena do Brasil, com 68.963 indivíduos.

 
Interior do Ginásio da Vila Olímpica. (Foto: Francisco Medeiros) Interior do Ginásio da Vila Olímpica. (Foto: Francisco Medeiros)
 
Autoridades e lideranças indígenas no dia da inauguração. (Foto: Francisco Medeiros)
Autoridades e lideranças indígenas no dia da inauguração. (Foto: Francisco Medeiros)
 
Criança indígena brinca em balanço no play-ground da Vila Olímpica. (Francisco Medeiros)
Criança indígena brinca em balanço no play-ground da Vila Olímpica. (Francisco Medeiros)
 
Adolescentes disputam partida de futebol no campo da Vila Olímpica. (Foto: Francisco Medeiros) Adolescentes disputam partida de futebol no campo da Vila Olímpica. (Foto: Francisco Medeiros)

 

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