26/03/2011, às 09:53h
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Após conquistar rede de água, Sitioca pede urbanização

Moradores pedem ao deputado Geraldo Resende apoio para levar serviços básicos ao bairro

 
Ônibus percorre apenas uma rua do bairro, única que tem condições de tráfego.(Foto: Edmir Conceição)

Há 18 anos era um núcleo de pequenos sítios e chácaras a aproximadamente 1 km do perímetro urbano de Dourados. Fora do Plano Diretor, a área, denominada Sitioca, não pôde receber benfeitorias, mas agora, engolida pelo crescimento urbano, ressente a falta de serviços públicos essenciais. Nesta segunda-feira as 380 famílias do bairro poderão usufruir da água tratada, último serviço primordial que faltava no loteamento.

Para o presidente da Associação dos Moradores. Carlos Renovato, o fato é comemorado, mas também marca o início de uma nova luta, pelas obras de complementação urbana. “Estávamos à margem dos projetos de urbanização da cidade, agora queremos fazer parte do desenvolvimento e para isso contamos com o apoio do deputado federal Geraldo Resende“, diz. Segundo ele, desde 2008 a área foi incorporada ao perímetro urbano, passando a ser um loteamento regular.

Segundo Renovato, agora a população quer benfeitorias e obras de complementação urbana, além de serviços essenciais à melhora da qualidade de vida da população, como escola, unidade de saúde, além da reestruturação do arruamento, com cascalhamento do corredor de ônibus e limpeza.

Água com formiga

A implantação da rede de água no bairro Sitioca foi concluída na sexta-feira com os testes de vazão. A partir desta segunda-feira a água vai jorrar em todas as torneiras. Todos os domicílios tem a estrutura da rede, cabendo a cada morador instalar a torneira no cavalete e estender a canalização.

Segundo Renovato, a rede de água era o último serviço básico que faltava no bairro, agora a população luta por benfeitorias e obras de complementação urbana e benfeitorias essenciais à melhora da qualidade de vida da população, como escola, unidade de saúde, além da reestruturação do arruamento, com cascalhamento do corredor de ônibus e limpeza.

Para dona Maria Aparecida Rail Silva, 45, moradora no bairro há 14 anos, a chegada da água encanada é um alívio, porque embora a área tenha água de boa qualidade nos poços perfurados no terreno, sempre ocorria a contaminação em razão das galerias de formigas. “Sempre que chove há infiltração e a água fica suja”, diz dona Maria, que quer ser a primeira a abrir a torneira.

A rede do abastecimento de água instalada no bairro está interligada ao reservatório do BNH 4º Plano. Quando a obra foi lançada, em março do ano passado, eram 262 famílias morando no bairro. Hoje já são 380. O investimento é resultado de articulação política do deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS), que buscou apoio do governador André Puccinelli e recursos do PAC/Funasa.

Foram gastos R$ 419.984,55 na instalação de uma adutora e rede de 9,4 quilômetros de extensão, com 208 ligações domiciliares. Cada ligação pode atender até quatro famílias, mas o sistema é suficiente para atender em torno de 1.300 pessoas.

Abandono

O presidente da Associação de Moradores disse que levou ao prefeito Murilo Zauith algumas reivindicações, mencionando a falta de iluminação pública, o problema do transporte e a falta de cuidados do poder público em relação a uma área de preservação ambiental na entrada do bairro. “Os ônibus não circulam pelas vias onde os moradores precisam de transporte porque elas estão intransitáveis”.

Segundo Renovato, a Prefeitura informou que o cascalhamento deve demorar porque implica em custo que exige processo licitatório.

“Saneamento básico também é saúde, daí a satisfação dos moradores. Chegamos ao fim de uma luta de mais de 10 anos, agora temos outros desafios e a nova luta agora será pela urbanização. A entrada do bairro e até o acesso a Dourados através da BR-463 estão abandonados, tomados pelo mato”, diz o presidente da Associação de Moradores.

 
Carlos Renovato, presidente da Associação de Moradores, acompanha testes de vazão na rede de água. (Foto: Edmir Conceição)
 
Intocável, área de preservação está sem nenhum cuidado por parte do poder público e água de mina escorre pelas ruas. (Foto: Edmir Conceição)
 
Dona Maria Aparecida Rail da Silva, moradora na no bairro há 14 anos, diz que Sitioca precisa de urbanização. (Foto: Edmir Conceição).
 
Sem arruamento e roçadas, acesso dos moradores às suas casas é difícil. (Foto: Edmir Conceição)
 
Geraldo esteve há 1 ano na Sitioca para o lançamento da rede de água. (Foto: Arquivo)
 
Corredor nº 11, única via de ônibus. Matagal esconde as casas. (Foto: Edmir Conceição)

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